RFID para gestão de activos num ambiente industrial complexo
A implementação de RFID permite à Asco realizar auditorias rápidas e eficientes
A Asco é uma empresa líder no desenvolvimento, produção e processamento de componentes em aço e titânio de alta precisão para a indústria aeronáutica. Não obstante o ambiente de produção complexo, a empresa foi capaz de melhorar de forma consistente a gestão dos seus acessórios de produção com a ajuda da RFID. Hervé Le Grand, responsável pela assistência na oficina de peças da Asco, explica as vantagens de utilizar esta tecnologia.
Qual é o problema que a Asco enfrenta?
Hervé Le Grand : A Asco utiliza acessórios na produção de peças mecânicas destinadas a clientes como a Airbus ou a Boeing. A empresa tem mais de 2000, que exigem manutenção e auditorias regulares. Por, isso é necessário ser capaz de identificá-los, manter um registo de manutenção para saber quando é necessário realizar a próxima assistência e ser capaz de localizá-los facilmente.
Como eram geridas estas ferramentas antes da implementação da RFID?
Hervé Le Grand : As peças eram identificadas utilizando um número, mas este não era exclusivo de cada peça. Designava o tipo de ferramenta associado ao tipo de operação Além disso, a informação era codificada manualmente nas bases de dados, o que suscitava erros No final, acabava por ser difícil localizar as ferramentas nos diversos edifícios da empresa. Por vezes, era realizada assistência desnecessariamente e desperdiçava-se tempo à procura das peças afectas à produção.
Decidiu desde o início utilizar a RFID. Porquê?
Hervé Le Grand : Pensámos imediatamente na RFID devido ao potencial para aumentar a automatização do processo e a localização. Contudo, devido ao ambiente industrial complexo da Asco, era necessária uma auditoria completa antes de tomar a decisão final.
Que dificuldades encontraram durante a implementação e como foram resolvidas?
Hervé Le Grand : Tínhamos de garantir que as etiquetas eram resistentes a condições extremas, tais como salpicos de metal derretido e utilização constante de óleo de corte. Além disso, os acessórios eram feitos em aço inoxidável sólido, um grande obstáculo para ler as informações correctamente utilizando radiofrequências. Por isso, testámos uma série de etiquetas em diversas condições durante 30 a 40 dias, 24 horas por dia. Apenas duas etiquetas responderam às qualificações e, finalmente, decidimos em favor das etiquetas Maxtag RFID UHF Gen2 IP65 da Omni-ID.
Como irão localizar as peças?
Hervé Le Grand : Implementámos leitores de RFID fixos com sensores de proximidade. Posicionados nas entradas e saídas dos edifícios, não ocupam espaço no chão. Esta característica permite garantir a segurança dos operadores e evitar choques. A utilização de dois sensores de proximidade torna possível dar uma ideia do movimento da peça (entrada ou saída) e accionar um sistema de alarme em caso de manuseamento incorrecto (por exemplo, um objecto que saiu não deu entrada noutro edifício após um determinado período de tempo).
Que vantagens é que a solução proporciona actualmente?
Hervé Le Grand : Os nossos processos são totalmente automatizados e podemos contar com actualizações de informação em tempo real. Além disso, o cartão de identificação de cada ferramenta está localizado numa base de dados exclusiva, acessível a todos. Quando são realizadas auditorias, podemos extrair listas muito rapidamente. Enquanto antes, por vezes, demorava um mês e meio a responder ao pedido de um cliente, hoje demora apenas 24 horas.
E, por último, torna-se mais fácil organizar o trabalho. Todos os meses, o supervisor de cada edifício recebe a sua própria lista de ferramentas de máquinas para prestar assistência.
A Zetes-RFIDea foi seleccionada para implementar este projecto na Asco. “A Zetes-RFIDea apresentou uma série de vantagens”, explica Hervé Le Grand. “Primeiro que tudo, a sua oferta incluía a análise bem como a implementação do projecto, assistência e serviços. Além disso, depois de comparar propostas de vários fornecedores, pareceu-nos que a análise feita pela Zetes-RFIDea era também a mais relevante. Finalmente, trabalhar com uma empresa especialista em integração como a Zetes permitiu-nos obter o nível de abstracção necessário em relação aos diferentes fornecedores de hardware.”
A RFIDea, uma empresa belga especializada em RFID, foi integrada no Grupo Zetes em 2011. Esta aquisição reforçou as capacidades do Grupo para implementar projectos que integram a RFID com outras tecnologias. |